Nascer é direito, crescer privilégio,verdadeiramente viver, uma dádiva.Não existem pessoas boas,o egoísmo é o cerne de todos os seres,é preciso perder pra aprender a dar valor ,os amigos ainda se contam nos dedos,vontades efêmeras não valem a pena ,sonhos são coisas supérfluas,a vida não é para os fracos,esforço sem mérito é fracasso e justiça é uma bela palavra para discursos ou mera definição de dicionário, ensinar é impor, aprender é obedecer e os grupos humanos têm aprendido muito bem.
Logo, buscamos problemas aonde não há,tudo vai bem em Utopia...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

E Que se Faça a Luz

Heróis,figuras arquetípicas dotadas de força sobre humana , poderes místicos e todos os atributos necessários para superar qualquer desafio e salvar o mundo para ser digno de estar no paralelo entre humano e Deus,onde seu heroísmo consiste sempre no martírio.Um fato:
Eles não existem.
Mas a humanidade em suas dores sempre necessitou de heróis,e sempre acreditou neles como forma de amenizar  seu sofrimento,a última sentelha de esperança,o que lhes dava coragem,e enquanto houver coragem e esperança,existirão os verdadeiros heróis,a quem seu heroísmo se dá por superação e palavras sábias,o heroísmo das pessoas comuns.

Francisco Cândido Xavier
Nascido em  2 de abril de 1910 este homem viveu uma infância dificil,de família pobre, após a morte de sua mãe,seu pai impossibilitado de criá-lo,o deixou as cuidados de sua madrinha,que não se mostrou ser uma pessoa bondosa,vestia-o de menina e batia-lhe diariamente, por qualquer pretexto,  não se contentando em açoitá-lo com uma vara de marmelo, Rita passou a cravar-lhe garfos de cozinha no ventre, não permitindo que ele os retirasse,a madrinha  criava outro filho adotivo, que sofria de uma ferida na perna. Rita decidiu seguir uma simpatia  que consistia em fazer uma criança lamber a ferida durante três sextas-feiras em jejum, sendo a tarefa atribuída ao pequeno Francisco,isso entre outras torturas infantis.
E mesmo tendo sofrido tantos abusos Chico Xavier não se tornou uma pessoa revoltada,muito pelo contrário,fazia o bem não importando a quem,e em sua doutrina apenas constavam conselhos positivos,e ensinamentos pacifistas.
Três verbos existem que, bem conjugados, serão lâmpadas luminosas em nosso caminho:
Aprender,Servir e Cooperar.
Três atitudes exigem muita atenção: Analisar,Reprovar e Reclamar
Dê três normas de conduta jamais nos arrependeremos :
Auxiliar com a intenção do bem, Silenciar e Pronunciar frases de bondade e estímulo.Três diretrizes manter-nos-ão, invariavelmente, em rumo certo:
Ajudar sem distinção , Esquecer todo mal e Trabalhar sempre.
Três posições devemos evitar em todas as circunstâncias:
Maldizer,Condenar e Destruir.
Possuímos três valores que, depois de perdidos, jamais serão recuperados:
A hora que passa,A oportunidade e A palavra falada.
Três programas sublimes se desdobram à nossa frente, revelando-nos a glória da Vida Superior:
Amor, Humildade e Bom ânimo.
Que o Senhor nos ajude, pois, em nossas necessidades, a seguir sempre três abençoadas regras de salvação:
Corrigir em nós o que nos desagrada em outras pessoas.
Amparar-nos mutuamente.
Amar-nos uns aos outros.
Sem armas,revoluções ou qualquer tipo de violência a devolver ao mundo que o fez sofrer,apenas com seu trabalho,dons,obras e vida comunitária ajudou a muitos,para que superassem seus infortúnios sem fazer uso da violência.

Alguns Exemplos  de como fazia isso

Certa vez, recebeu um relógio suíço de ouro, que entregou a uma pobre mulher, muito doente, que não tinha onde ver as horas para tomar seus remédios.
Ao longo de toda a sua vida, o médium manteve uma programação intensa de assistência social. Visitou hospitais, presídios, orfanatos , asilos,ia a áreas carentes e bairros da periferia da cidade, distribuir
cestas de alimentos e remédios. No Natal, reforçava as doações com
brinquedos para as crianças.
 Chico Xavier cedeu todos os direitos autorais sobre os livros que psicografa, o que dá uma renda média anual de 650 mil dólares, destinados exclusivamente a cobrir as despesas com assistência social.
Com o objetivo de recuperar presidiários, Chico Xavier organizou grupos de voluntários para orientar os detentos condenados a longas penas, que encontravam muitas dificuldades quando saíam da prisão. Sempre no Dia das Mães, reunia os amigos e visitava presídios,solicitando que tivesse autorização para abraçar e beijar os presos.










Mahatma Gandhi foi o idealizador e fundador do moderno Estado indiano e o maior defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto)

Como  líder político e espiritual da Índia Gandhi  soube utilizar-se engenhosamente de toda a Tradição para reerguer o orgulho de sua gente, abalado pela dominação e deu muito que pensar àqueles que se consideravam “superiores” e por isso dominavam. Este sempre foi e segue sendo o discurso do dominador: uma pretensa “superioridade” que, ao fim e ao cabo demonstra-se circunscrever ao campo da belicosidade e ponto final. Gandhi centra sua luta na busca de demonstrar a superioridade moral dos hindus sobre seus dominadores britânicos e, assim, reaviva a mente de seus conterrâneos quanto a 2 ensinamentos, tão antigos quanto o hinduísmo: A-HIMSA – Não violência ou, como Gandhi preferia dizer, “Persistência pela Verdade” e SATIAGRAHA – Viver em santidade.
Gandhi pregava a resistência pacífica (não confundir com passiva; a não violência deve ser ativa e provocativa!). Não concordar em se submeter ao mal e estar disposto a dar até a vida se necessário for, para provar que está do lado do que é justo, bom e correto. Foi assim que, de demonstração maciça em demonstração maciça, o Império Britânico comprovou muitas vezes a superioridade moral daquele povo oprimido e dominado.
Em momentos considerados cruciais para a economia britânica Gandhi convocava o povo a “jornadas de jejum e meditação” – na prática ninguém trabalhava, mas Gandhi jamais falava ou mesmo pensava na palavra “greve”. A expressão apropriada dentro da Tradição hindu para o que se estava fazendo era “Jornada de jejum e meditação”.

“Só engrandecemos o nosso direito à vida cumprindo o nosso dever de cidadãos do mundo.”

Gandhi morreu em 1948, assassinado a tiros, em Nova Déli, por um hindu radical. Mas, ao longo de sua vida, Gandhi não deixou de defender aquilo no qual acreditava, chegando aos extremos pelas causas que ele defendia, como quando executou um jejum que durou 21 dias em protesto à "opressão" britânica contra a Índia.
São esses exemplos que nos fazem acreditar que sim,é possivel  lutar e vencer sem armas,oferecendo apenas o que há de melhor em nós ao mundo,contudo,esse não é um caminho fácil,e uma vez nele,impossível tomar atalhos,a vida desses dois homens por exemplo foi árdua,mas eles jamais desistiram de sua causa,exemplos de coragem,não áquela marcada pela ausência do medo,e sim pela presença dele, o que os fez mas fortes e tão amados e lembrados.
Um arma passa a falsa sensação de coragem e proteção, mas a fundo você é apenas um cordeiro com medo do lobo que hospedou em sua  própria casa.


Próxima postagem:" As armas!"



Honoris Causa

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