Nascer é direito, crescer privilégio,verdadeiramente viver, uma dádiva.Não existem pessoas boas,o egoísmo é o cerne de todos os seres,é preciso perder pra aprender a dar valor ,os amigos ainda se contam nos dedos,vontades efêmeras não valem a pena ,sonhos são coisas supérfluas,a vida não é para os fracos,esforço sem mérito é fracasso e justiça é uma bela palavra para discursos ou mera definição de dicionário, ensinar é impor, aprender é obedecer e os grupos humanos têm aprendido muito bem.
Logo, buscamos problemas aonde não há,tudo vai bem em Utopia...

domingo, 3 de outubro de 2010

Paz armada




Cinco plavras:

Ética:Conjunto de valores e preceitos que, se observados nas ações do indivíduo, irão alicerçar sua evolução.
Igualdade:A ausência de diferenças de direitos e deveres entre os membros de uma sociedade.
Liberdade: Qualifica a independência do ser humano,é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional.
Justiça: É o principio básico de um acordo que objetiva manter a ordem social através da preservação dos direitos em sua forma legal.
Paz:Aquilo que se obtém na conjunção harmônica das definiçoes acima.

Contudo,no mundo criado pelas mãos do homem ,ao longo desse circo de horrores  que chamamos história,em algum tempo ou era houve a paz?Sim,a paz,não somente o antônimo de guerra ou o medo camuflado que nos encerra em nossos lares nos permitindo ver o mundo através do meio de comunicação mais duvidoso e manipulador que "possuímos" que enquanto políticos ás escuras  patrocinam o tráfico e a morte,nos diz que está tudo bem pelo menos enquanto estivermos assistindo á novela das oito e  as propagandas da CeA.

 PAZ... três letras,milhões de destinos,ela existe?Existiu num passado remoto?Talvez não.Pois ética,igualdade,liberdade e justiça,são conceitos em sua definição perfeitos,incoerentes com a imperfeição humana,que até hoje não conseguiu reproduzir fielmente tais valores.
Os conflitos de ideias sempre ocorreram,e por instinto,instaurou-se a competição , para se sobressair  e impor seus valores, não se sabe como ou em que civilização,foi criada a primeira arma,e as coisas só pioraram com a invenção da pólvora pelos chineses no século VIII, O que permitiu  lançar projéteis a velocidades e distâncias antes inimagináveis,aumentadoconsieravelmen o nivel  de destruição.
Muitos séculos marcados a sangue foram vividos,e a "evolução"da humanidade acompanhou a das armas,usadas ampla e eficientemente como meio de coerção pelo terror,distanciando-nos cada vez mais da paz.
E como já dizia Augusto dos Anjos, quem mora, entre feras, sente inevitável
necessidade de também ser fera, e acuados, como serpente,os civis atacam,se armam, o que nos leva ao ápice da violência,a tendo como rotina e defendida por lei em certos pontos do globo,estamos numa situação de esgotamento,num ciclo vicioso de guerra não declarada tanto quanto letal.Queremos,devemos precisamos,mudar,a questão é: Conseguiremos?
Será possível vencer essa guerra sem armas nas mãos da sociedade civil?Uma vez que estamos já tão acostumados a seus efeitos e anestesiados pelo medo?

Possível: Em sua definição pura e simples, significa o que se pode fazer acontecer,e no caso  do desarmamento não é só possivel como um feito louvável.No entanto,num mundo de feras,não há lugar para atos nobres, cada vez mais nos afogamos em temor pagando a violência na mesma moeda;mesmo tendo  a história nos mostrado que essa não é a ideal solução,ignoramos,pois a mesma história cantada nos versos vencedores,tornou as armas um sinônimo de força,e fraqueza o não uso delas e ao longo da trajetória universal os mais fracos sempre perdem,humanos decididamente não gostam de perder.
Então chagamos a um impasse,para não peder,as pessoas se armam,multiplicam o ciclo da violência fazendo vitímas,por outro lado,se não o fizerem elas mesmas serão as vítimas,esqueçamos para esse entendimento nossas boas e confortaveis vidas,voltemos no tempo da ditadura no Brasil,ou ,ou simplesmente viajemos a palestina por um instante ou a áreas escuras de nosso próprio país, nesses lugares esse embate é real.
Chego por fim á conclusão de que é realmente fácil defender o desarmamento quando não se está numa situação de risco,quando ainda não se foi assolado pelo medo, contudo,nada disso muda ou justifica a discórdia gerada pelo armamento da população civil,que se diz lutar  armada pela paz e segurança.
Mas...Lutar armado pela paz não é em si uma frase contraditória?Pois os efeitos são exatamente opostos ao que se planeja,o fazer é digno de hipócritas,pois se utilizam em sua luta dos objetos que tentam combater,logo,sou eu uma grande hipócrita,pois levando em cosideração que não vivo uma situação perigosa e defendo o desarmamento, voltando a questão proposta acima:"Será possível vencer essa guerra sem armas nas mãos da sociedade civil?" ,não tenho uma resposta que sequer me convença ou a coragem de responder a um tapa oferecendo minha outra face,porém,há alguns exemplos de homens inacreditáveis,seres iluminados que misteriosamente andaram sobre esta terra e com suas ações me  dão a resposta que não tenho,mostraram que vale a pena, que ainda há esperança e determinaram um novo significado á palavra possível:"Aquilo que se faz com o coração".



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Honoris causa

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